27/10/2017 16:47 - Atualizado em 27/10/2017 16:47

Outubro Rosa lembra causa da saúde feminina

Campanha alerta para os riscos do diagnóstico tardio do Câncer de Mama

Talita Affonso

 

Barra do Piraí - Anualmente, a campanha Outubro Rosa alerta para a conscientização sobre a saúde feminina, com ênfase no Câncer de Mama e a importância do diagnóstico precoce. A iniciativa já existe há 27 anos, tendo sido fundada nos Estados Unidos com uma corrida e espalhada para todo mundo; ainda hoje, são realizadas corridas pelo mundo, bem como eventos diversos, para recordar a causa.

  O Câncer de Mama ainda é o que mais mata mulheres no Brasil. Estima-se, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que haja um crescimento de 5 a 10% da doença nos últimos dez anos, bem como projeta-se que uma em cada dez mulheres tem ou terá câncer. Em 2016, foram diagnosticados 57 mil casos no Brasil.

  Pesquisas ainda indicam que, apesar do alto índice de mortalidade, o Câncer de Mama tem altas taxas de cura quanto mais precoce for o diagnóstico. Ainda de acordo com o Inca, este índice pode chegar até a 95%, quanto mais cedo for identificado o tumor.

 

Mamografia e autoexame

  A mulher pode ter como parceira na prevenção e auxílio do diagnóstico precoce a prática do autoexame, na qual a mulher apalpa a mama e pode perceber qualquer alteração. A prática pode ser feita uma vez por mês, três a cinco dias após o início da menstruação ou, caso a mulher não menstrue mais, em uma data fixada pela própria. Indica-se a realização do autoexame para mulheres acima de 20 anos, em caso de histórico familiar, ou após os 40 anos.

  “O autoexame é um conhecimento do próprio corpo. A mulher, conhecendo o próprio corpo e conhecendo a própria mama, vai entender e perceber qualquer anormalidade, isso vai acabar chamando a atenção. Ela não substitui a mamografia, que é quem vai detectar o tumor”, indica a mastologista Angélica Araújo Cortines Laxe.

  A mamografia é o exame que vai indicar o tumor, a ser realizado após os 40 anos, com intervalos que podem variar entre um e dois anos. “Além disso, o conhecimento também pode ajudar o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo for descoberto o tumor, maiores são as chances de cura em relação a um diagnóstico feito tardiamente; assim, não há o que ter medo em relação ao Câncer, embora a palavra assuste a princípio”, alenta.

Mitos e Verdades sobre o Câncer de Mama

 

Desenvolver um câncer é um castigo.

 

Mito - O surgimento de qualquer tipo câncer está relacionado a inúmeras causas, entre elas, e fatores de risco, como maus hábitos alimentares, consumo exagerado de álcool, sedentarismo e, principalmente, o tabagismo.

 

Um tumor pode ser causado por um trauma, por exemplo, uma pancada durante uma batida de automóvel.

 

Mito - A batida pode formar uma massa, que, em exames rotineiros, se assemelha a um tumor, mas é benigno. Outra coisa comum é que, a partir do trauma, a preocupação da pessoa aumente e, por meio do toque mais frequente ou outro exame, ela possa descobrir um nódulo que já estava presente em seu corpo.

 

Desodorante antitranspirante pode causar câncer de mama.

 

Mito - Não. Esse é um boato que circula na Internet, mas nada tem de verdadeiro. Na axila nem existem células mamárias. Não existem pesquisas ou estudos que demonstrem haver qualquer ligação entre as duas coisas. O que pode acontecer é a obstrução de algumas glândulas sudoríparas, mas isso não afeta a mama.

 

É melhor ter vários nódulos na mama que um só.

 

Mito - Estudos indicam que o fato de ter um ou vários nódulos não influencia na gravidade da doença. É importante lembrar também que nódulo nem sempre é câncer.

 

Se eu faço o autoexame de mamas todos os meses não preciso fazer mamografia.

 

Mito - Normalmente, se você fizer o autoexame todos os meses e visitar o seu médico anualmente, uma mamografia por ano é suficiente. Nem o autoexame, nem o exame clínico, nem a mamografia são eficientes sozinhos.

 

A radiação emitida pela mamografia causa câncer.

 

Relativo - A exposição a qualquer tipo de radiação irá expô-la a riscos de câncer em geral, porém a quantidade de radiação de uma mamografia é relativamente baixa. A mamografia continua sendo a melhor ferramenta para detecção do câncer de mama.

 

Amamentar protege a mama do câncer.

 

Verdade - Quando o bebê mama, as células mamárias ficam produzindo leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco de contrair a doença.

 

É prejudicial ao bebê continuar amamentando se existe suspeita de câncer de mama?

 

Mito - Pode se amamentar durante a realização de exames de diagnóstico para o câncer, como mamografia, raios X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassom e biópsia. As células cancerosas não passam para o bebê através do leite materno.

 

Estou com diagnóstico de câncer de mama, não posso amamentar meu bebê.

 

Verdade - Embora as células cancerosas não possam passar para o bebê através do leite materno, os médicos aconselham às mulheres que iniciam o tratamento com radioterapia ou com quimioterapia, que parem de amamentar até que os elementos radioativos ou medicamentos sejam completamente eliminados do organismo da mãe. Você pode ainda amamentar em caso de receber tratamento radioterápico, mas a radiação irá limitar a produção de leite na mama afetada.

 

O câncer tem cura.

 

Verdade - Embora a medicina mencione que o tratamento deve ser individualizado e que cada paciente responde de maneira particular às terapias, o câncer é curável, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado corretamente.

 

Fonte: Oncoguia

 

Saiba quais são os direitos do INSS para mulheres com câncer de mama

 

Auxílio-doença

Para as pessoas impossibilitadas de trabalhar temporariamente, o auxílio-doença é o benefício assegurado. "O auxílio-doença é garantido mensalmente à segurada com câncer, desde que comprovada a impossibilidade de atuação na atividade profissional habitual. Para contribuintes individuais, como profissionais liberais e empresárias, a Previdência Social também manterá o benefício por todo o período de incapacidade laborativa, desde que a mesma requeira o benefício e realize os pedidos de prorrogação enquanto perdurar a incapacidade temporária", explica Átila Abella, advogado especialista da plataforma Previdenciarista.

 

Aposentadoria por invalidez

Já para as seguradas que passam pela cirurgia de retirada das mamas ou que ficam impossibilitadas de trabalhar por outras consequências, de forma total e permanente, é possível a concessão de aposentadoria por invalidez. "Para ter direito ao benefício, a segurada precisa ter iniciado as contribuições antes da incapacidade laborativa ocorrer, tendo direito a aposentadoria por invalidez independentemente de ter realizado as 12 contribuições estabelecidas como regra geral, pois o câncer está dentre as doenças graves que dispensam o cumprimento da carência", afirma o especialista.

 

Auxilio acompanhante (adicional de 25%)

Além dos benefícios acima, a segurada aposentada por invalidez que necessitar de assistência permanente de acompanhante pode solicitar também o adicional de 25% previsto na Lei nº 8.213/91, mesmo quando o valor da aposentadoria for de salario mínimo ou até mesmo teto previdenciário.

 

Como fazer o requerimento do benefício

Para requerer benefício por incapacidade, a segurada precisará passar por um exame médico pericial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por ser um processo burocrático e delicado, levando em consideração todas as situações emocionais que cerca a pessoa diagnosticada com câncer de mama, é sempre indicado contar com a ajuda de um profissional especializado.

 

Fonte: Previdência Social

Ouvindo RBP AM
Fechar (x)